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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2008

09.09.08

É assim.

 

"Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar e acima de tudo ouvir para que tenhamos certeza de que viver vale a pena.'"

Oscar Wilde

  • criado por  F. M. criado por F. M.
  • Postado em 21:07:55

01.09.08

Navalha na carne.

 

As duas se encontraram com as outras duas um tempo depois. Ao chegar, experimentaram todos os sabores disponíveis de caipirinha.
Kiwi, morango, maracujá...
Pelo menos o estômago não estava vazio.
Um tempo depois, a amiga ganhou um presente, todo bonitinho. Foram brincar com ele mais tarde no quarto da irmã.
Saíram de lá com aquele perfume de pêssego.
Subiram e desceram infinitas vezes. Era engraçado.
Riam, riam, riam. Olhavam uma pra cara da outra e riam.
A fome logo veio. Comeram palitos salgados com patês (tomate? queijo?). Não sentiam nem o gosto. Torrada com vinagrete (que nome estranho!).
O cheiro da carne dava água na boca. A morena de cabelo novo logo pegou um pedaço. Veio sentar no banco com as outras, levando seu prato e seus talheres. Tentava cortar aquela carne suculenta. Demorou e não conseguiu. Ria. As outras riam mais. Uma delas tentou ajudar. Desistiu.

Todos olhavam.


O parabéns começou. Foram correndo em volta da mesa. Berraram ao ver os infinitos tipos de doces. Torta de limão, torta de morango, quindim, bolo de chocolate, brigadeiro...
Era difícil decidir.
Uniram-se, espantando os outros convidados. As quatro eram as donas da mesa.
Resolveram manter a atenção na torta de limão. Esbaforidas, cortaram e desmancharam o doce. O problema foi equilibrar o pedaço no talher, para levá-lo ao prato. Era praticamente impossível. Todas tentaram.
A senhora logo percebeu.
“Nossa meninas, vocês são chegadas em doces, não?”. A careta que fazia era engraçada. O que não era, afinal?
No fim, comeram muito. Desceram pro quarto.
O celular roxo da amiga chamava a atenção. Quase que desapareceu.
O quarto escuro fazia a sombra da mão da menina uma cena engraçada.
O barulho do despertador foi passado por bluetooth.
“Remééééédio”. E elas riam.
Uma capotou. As outras três ainda tinham fome. Como assim?
A feijoada quentinha, que até saia vapor, esperava por elas no andar de cima. Comeram mais uma vez. Nossa, que prato quente!
A senhora apareceu de novo. Dessa vez não disse uma palavra, mas nem precisou. A careta foi suficiente.


O dia foi terminando, só a risada que não.

  • criado por  F. M. criado por F. M.
  • Postado em 19:04:37